quinta-feira, 27 de abril de 2017

Greve geral: derrubar o golpe e o círculo de mentiras


A classe operária e os trabalhadores em geral são chamados, uma vez mais, a intervir no processo histórico do país. Porém, na atual conjuntura, o significado desta ação para a luta de classes no Brasil e no Conesul poderá representar uma mudança qualitativamente superior às alcançadas nos diversos momentos em que, unitária e maciçamente, se lançou à cena histórica em defesa de seus interesses econômicos e políticos.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

CEPPES: UMA BREVE APROXIMAÇÃO DE EDUCAÇÃO POPULAR PAUTADA NA GESTÃO DEMOCRÁTICA

A presente pesquisa tem como objetivo investigar a gestão do Centro de Educação Popular e Pesquisas Econômicas e Sociais (CEPPES) em sua experiência de educação popular de jovens e adultos, no período de 1991 a 2015. O CEPPES aplicou o método materialista dialético em sua linha pedagógica. A monografia analisou os documentos teóricos e pedagógicos desta instituição à luz desses pressupostos metodológicos e teóricos no sentido de avaliar o impacto da gestão deste método de trabalho na educação dos sujeitos envolvidos, e sua contribuição para a educação brasileira. As técnicas de pesquisas utilizadas foram documental e bibliográfica, assim como entrevistas realizadas com gestores, educadores e educandos do CEPPES. Para fundamentação deste trabalho foi pesquisado o professor Darcy Ribeiro, Paulo Freire, Makarenko, Aluísio Bevilaqua, Vitor Henrique Paro e Heloísa Luck. Considerando a leitura dos autores e análise dos documentos e entrevistas, a monografia levanta a hipótese de que a gestão de educação do CEPPES pode ser situada no campo democrático.

Osmarina Mattos Portal e
 Renata Mattos Portal

Rio de Janeiro - 2015


Monografia apresentada ao Centro de Estudos avançados em Pós Graduação e Pesquisa – CESAP, como requisito parcial à obtenção do curso Pós-graduação em Gestão Educacional Integrada, orientada pela professora: Mariza Soares de Oliveira.

Moderna servidão

Cordel de Antonio Queiroz de França.
 

A sociedade de classes

E seu desenvolvimento

Nascem da contradição

Que é seu grande sustento.

Para senhores, progresso

Para escravos, retrocesso

E muito mais sofrimento.

 

Surgiu o capitalismo,

Com moderna servidão.

Propriedade privada

Dos meios de produção,

Continua a moda antiga.

Ó, meu amigo, ou amiga:

Pra pobre, não mudou não!

 

Mudaram as relações,

E continua o eufemismo.

No escravismo, escravo

É servo, no feudalismo.

O senhor hoje é patrão,

E o operário, ou o peão,

Ora sofre o servilismo.

 

Ao homem que só tem prole,

Dão o nome proletário.

O homem trabalhador,

Chamam também operário

“O dono da produção”

(Quem faz apropriação)

Chamam é de empresário.

 

Os traços característicos

Do modo capitalista:

Produzir mercadorias

Pra mercados em conquista.

Trabalho, se compra e vende,

Quem não quer morrer se prende

À situação egoísta...

 

É também o monopólio

Dos meios de produção

Outra característica

Da atual situação.

Lucro é só o objetivo,

Não o bem-estar coletivo,

Não a distribuição.

 

É o princípio do lucro

A famosa “mais-valia”.

O que enriquece o patrão,

Mesa de pobre esvazia.

Ou inverte-se a ação,

Ou vamos à extinção,

Causada por covardia.

 

Na economia burguesa,

Empresário tudo tem.

Só que o herói, o operário,

Na miséria se mantém.

O patrão diz que enricou

Porque Jesus o ajudou.

Ele mente muito bem.

 

No Estado Capitalista,

Dos donos do capital,

Não se iludam, camaradas,

Para pobre só tem pau.

Não queiram fazer “baderna”,

Prefiram a vida eterna!

Céu é pra gente legal...

 

A humanização do homem

É nossa tarefa urgente,

Transformar essa cultura

Da juventude doente.

Ensiná-la a pensar,

E à espécie preservar,

Usando melhor a mente.

 

Do sonhado comunismo,

A sua definição:

É a política econômica

Para distribuição

Das riquezas produzidas

Pra promover dignas vidas

De toda a população.

 

É causa de vida ou morte,

Além de ideologia,

Todos lutarmos por isso,

Mudando a economia,

Porque, na realidade,

Como anda a humanidade,

Do fim, está perto o dia.


Publicado em Jornal Inverta

segunda-feira, 20 de março de 2017

Governo Temer: show de horrores, crise entre os poderes e desastre econômico

Paralisação toma o país: 

A um passo da greve geral!

Edição atual nas bancas
Em 31 de agosto de 2016, Dilma Rousseff era definitivamente afastada da presidência da República em votação no Senado. O show de horrores começara na noite de 17 de abril com a aprovação desavergonhada do golpe pela Câmara dos Deputados. A presidenta fora eleita por mais de 54 milhões de eleitores em disputa segundo as regras da Constituição e estava sendo deposta sem crime fundamentado. O Senado corou frente a ter que enterrar o processo eleitoral que faz do Congresso razão de existir, o que o obrigou a não cassar os direitos políticos da presidenta, mas se enlameando como as demais instituições golpistas. São cenas que ainda latejam em nossas memórias e nos fazem revirar o estômago, mas, se deixarmos rodar o filme até os dias de hoje, veremos que, se as forças democráticas derrotadas foram, os golpistas não atravessam mares tranquilos.

O golpe tinha um programa que se chamava “Ponte para o futuro” e seus dois pilares eram a perspectiva de crescimento da economia estadunidense e o aporte de capital financeiro de investimentos globais. Parece que a pressa em direção ao cofre fez os construtores da plataforma golpista se esquecerem de analisar o terreno onde fincavam suas estacas. O novo presidente dos Estados Unidos fala em construir muros e fazer sua economia se voltar para o mercado interno. Não será por isso que a pressa aumentou e o descaramento já incomoda até as vestais dos monopólios midiáticos?

sábado, 17 de dezembro de 2016

Governo Temer: circo, pão e pau

TEMER: DA "PONTE PARA O FUTURO" À PONTE QUE CAIU!

A cena histórica nacional tem se apresentado de forma dramática e aparentemente caótica para a grande maioria do povo brasileiro, especialmente para os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade, empregados ou desempregados, e, em parte, para os setores médios e intelectualizados, tanto os que apoiaram, quanto os que se opuseram ao processo golpista. Embora este cenário figure na consciência social reduzido ao common sense pelos grandes meios de formação da opinião pública, é possível uma análise articulada destes fatos e ações sociais que ultrapassem a aparência e cheguem à essência. Em síntese, “uma análise concreta da situação concreta” - como afirmou Lênin.