Transcrição do discurso da Presidenta Dilma Rousseff em 12/05
"Eu fui eleita presidenta por 54 milhões de cidadãs e de cidadãos
brasileiros e é nesta condição, na condição de presidenta eleita pelos
54 milhões, que eu me dirijo a vocês nesse momento decisivo para a
democracia brasileira e para nosso futuro como nação."
A classe operária e o povo, neste Primeiro de Maio, não podem deixar desemanifestar e lutar contra esta usurpação de seu direito de se
expressar e serem respeitados em suas decisões soberanas, como define o
pilar da representação política e governamental do estatuto republicano
do país – a Constituição – o voto. Lutar contra o golpe é lutar pela
soberania nacional e pela sociedade que a classe operária e os trabalhadores no mundo têm por finalidade última – a sociedade
comunista.
Publicado na edição impressa do jornal Inverta 483
"Recentemente foi denunciada a instalação por parte da Polícia Federal de
equipamentos de escuta nas celas da operação Lava-Jato. Por outro lado,
a repetição à exaustão de notícias sem a devida comprovação, cercadas
de violações aos direitos mais elementares de ir e vir e da presunção de
inocência, que se esperaria ter-se assegurado com as revoluções
burguesas são desrespeitados. Na verdade, o que se tem como direito se
transmuta em crime graças à propaganda exaustiva da mídia. Não há dúvida
de que estamos frente à institucionalização de práticas nazistas ou
completamente fora das normas do Estado de direito. Acrescente-se a isso
os frequentes vazamentos de informações de depoimentos que deveriam ser
sigilosos. Práticas desse teor deveriam merecer atitude inibidora da
autoridade a quem seus autores deveriam se subordinar. A demissão do
ministro José Eduardo Cardozo pode representar, senão a reversão de tais
práticas, pelo menos a indicação de que o jogo não está terminado e que
a luta contra a ditadura de 1964 criou algumas raízes que podem nos
ajudar a manter a firmeza na luta contra um novo tipo de golpe"
Essa matéria foi publicada na
Edição 482
do Jornal Inverta, em
11/03/2016
Intervenção da Presidenta Dilma Rousseff no encontro com a Frente Brasil Popular no Palácio do Governo - 17/12/2015
"Saudando a todos quero fazer um duplo agradecimento, primeiro por vocês estarem aqui, por estarmos debatendo o ataque à democracia, uma
discussão sobre a conjuntura, sobre os desafios que temos pela frente.
Segundo, quero também agradecer pelo belo trabalho de mobilização, mais
do que belo, forte, efetivo trabalho de mobilização para o Dia nacional
em defesa da democracia e contra o golpe. E podemos ter certeza que a
importância de mostrar força e capacidade de organização é algo que faz
diferença nesse momento histórico que o país atravessa."
"O Jornal Inverta esteve no dia 17/04 em Copacabana onde foi realizado obaile funk contra o golpe de um novo tipo e pela democracia como
proposto por um dos percussores do movimento funk no Brasil, Rômulo
Costa". LEIA NA INTEGRA
O histórico dia 16 de Dezembro de 2015 no Rio de Janeiro!
Mais de 10 mil pessoas lotaram o histórico local da Cinelândia na cidade
do Rio de Janeiro essa quarta dia 16 de Dezembro. O evento promovido
pela frente Brasil popular, contou com a presença de diversos partidos e
organizações sindicais, movimentos políticos e sociais. O local, palco
de históricos eventos que já marcaram a vida política nacional como a
campanha das diretas já, foi invadido por uma multidão que se reuniu
para dizer não ao golpe neoliberal que está em curso no Brasil que visa o
impedimento da presidenta Dilma Rousseff. A população ali presente
gritava a todo pulmão que “NÃO VAI TER GOLPE!”. Outra das palavras de
ordem levantadas na manifestação foi o “Fora Cunha!”. Atual presidente
da câmara dos deputados federais Cunha que é um dos principais
articuladores do golpe foi severamente atacado por sua posição golpista.
Um dos momentos cumes do evento foi o anuncio de que o ministro do
supremo tribunal federal Rodrigo Janot havia pedido a casação do
deputado.
Foi realizado nos dias 11 e 12 de dezembro de 2015 o 1º Piza na Fulô em
Caxambu/MG, movimento cultural que surgiu no Rio de Janeiro com o
objetivo de fomentar a arte e sua contribuição para a transformação
social, assim como resgatar artistas que neste contexto marcaram a
história de nosso país. O evento em Caxambu teve como finalidade iniciar
um movimento político e cultural, e promover o debate em torno da arte
comprometida com as transformações sociais nesta região e trazer à luz
da discussão e a recordação à sua população da histórica carreira do
potiguar Taiguara no ano em que o mesmo completaria 70 anos.
O golpe neoliberal no Brasil sofreu um revés nos últimos meses que
merece
ISERJ - 07/11
consideração. O ponto de inflexão ocorreu no mês de agosto com as
manifestações do dia 20, com o povo na cena política demonstrando que
não tolera outro golpe. É desse mês também a fala da presidenta Dilma
Rousseff no ato das mulheres do campo, floresta e das águas, conhecido
como Marcha das Margaridas: “Nos maus tempos da lida, eu envergo, mas
não quebro.” No congresso da CUT (Central Única dos Trabalhadores),
outra frase da chefe do governo deve ser recuperada: “Faço um apelo a
todos vocês: ninguém deve se iludir. Nenhum trabalhador pode baixar a
guarda, é preciso defender a legalidade e normalidade com toda energia”.
O recente documento da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil)
aponta para a direção de sustentação de governos democraticamente
eleitos pelo povo e pela garantia de direitos sociais.
"O caráter dependente do capitalismo, no Brasil, obriga o país a necessitar sempre de capital externo para manter sua rotação de capital nacional nos níveis exigidos pelo imperialismo. Com isso, governos com alguma contradição com esses interesses ou são impedidos de governar ou derrubados, como exemplificam os casos do segundo governo Vargas e o governo João Goulart. Dilma tem esta espada sobre a cabeça. “Nos maus tempos da lida, eu envergo mas não quebro”, afirmou a presidenta em meio ao furacão. Uma palavra que animou milhares de pessoas no último dia 20 de agosto em todo o país e marcou uma importante virada na luta contra o golpe. Nas ruas, em todos os estados, o povo se levantou em defesa do governo legitimamente eleito e pelos direitos sociais e trabalhistas, e exigiu que o preço da crise não desabe mais uma vez sobre as costas de quem constrói o capital com seu trabalho. Vários setores da sociedade já vinham demonstrando com veemência sua oposição ao golpismo, como o manifesto dos juristas no Dia do Advogado, em 11 de agosto, de grande repercussão no meio jurídico e acadêmico. Os manifestantes do dia 20 marcharam unificados na defesa do governo democraticamente eleito e que os trabalhadores não paguem pela crise."