quarta-feira, 4 de julho de 2012

Viva o 5 de Julho de 1922, 1924 e 1935!

A 90 anos, em 1922, ano do centenário da proclamação da Independência, ano da Fundação do Partido Comunista no Brasil, ano da Semana de Arte Moderna, um episódio singular marcou definitivamente a história do nosso país, “Os 18 do Forte”.
     Assim ficou conhecido o levante tenentista, contra a crueldade e injustiça das oligarquias.
     A luta se iniciou no Forte de Copacabana com 301 amotinados, durante todo dia 5 o Forte foi duramente bombardeado pelas tropas legalistas, apenas 17 militares permaneceram na luta, e mudando de tática resolveram abandonar o forte e partir para as ruas para o confronto direto, contaram então com a adesão de um civil, o Engenheiro Otávio Corrêa.
    Dos 18 heróis que se bateram em combate, apenas dois sobreviveram, Siqueira Campos e Eduardo Gomes, mas embora tenham dado suas vidas por um ideal não morreram em vão, pois desta luta inicial outras batalhas seguiriam.
    Em 5 de julho de 1924, exatamente dois anos depois do levante do Forte de Copacabana, estoura outra rebelião tenentista, desta vez em São Paulo, alastrando-se para Mato Grosso, Sergipe, Amazonas e Rio Grande do Sul. Em São Paulo com o apoio popular e do Exército é preso Abílio Noronha, comandante da 2ª Região Militar. O governador do estado fugiu ao saber do levante.
     As forças revolucionárias resistem durante 22 dias de intenso bombardeio, mas após o cerco da cidade em 27 de julho tem fim a revolução. As tropas paulistas seguem então para o Paraná, na região de Foz do Iguaçú.
     No Rio Grande do Sul acontecem levantes em 28 e 29 de Outubro. Sob o comando do Capitão Luis Carlos Prestes é tomada a cidade de Santo Ângelo, e lançado por este um manifesto contra o capitalismo estrangeiro.
     Após dominarem a cidade por 3 dias os combatentes decidem seguir  ao encontro das tropas paulistas.
      Inicia-se aí a Coluna Prestes com cerca de 1 500 homens, seguindo pelo atual Mato Grosso do Sul, atravessa o país até o Maranhão, percorre parte do Nordeste, retorna a partir de Minas Gerais, refaz parte do trajeto da ida e cruza a fronteira com a Bolívia, em fevereiro de 1927. Sem jamais ser vencida. A Coluna Invícta (venceu todas as batalhas), enfrenta as tropas regulares do Exército ao lado de forças policiais dos Estados e tropas de jagunços.
      É uma marcha heróica de mais de 25 mil km, contra a opressão do regime oligárquico e a entrega de nosso país ao capital estrangeiro.
      Em 1935 resgatando os idéias de luta do 5 de julho de 1922 e de 1924, Prestes através da Aliança Nacional Libertadora ( ANL) lança o Manifesto de 5 de Julho, conclamando as massas à luta contra o Imperialismo e pela revolução Proletária. Colocada na ilegalidade a ANL foi proibida de realizar qualquer atividade pública pela Lei de Segurança Nacional, a partir de então, a proposta de tomada do poder defendida pelos setores de oposição e, em particular, pelos comunistas começou a ganhar força dentro da ANL, culminando no motim iniciado em Natal, no dia 23 de novembro no 21° Batalhão de Caçadores. Foi instalado um Governo Popular Revolucionário, sob a liderança de João Praxedes de Andrade, sapateiro, membro da direção regional do Partido Comunista. Três dias depois do início do levante, civis e militares do Recife também iniciaram um movimento visando a derrubada do governo.
     Na madrugada do dia seguinte, os levantes chegaram ao Distrito Federal, onde foram deflagrados ataques ao 3º Regimento de Infantaria, na Praia Vermelha; ao 2º Regimento de Infantaria e ao Batalhão de Comunicações, na Vila Militar; e à Escola de Aviação, no Campo dos Afonsos. Assim como no Recife, a mobilização no Rio de Janeiro foi rapidamente sufocada.
Hoje, procurando honrar as melhores tradições revolucionárias daqueles que lutaram pelo nosso povo, a Juventude 5 de Julho, os CLCN – Comitês de Luta Contra o Neoliberalismo, o PCML  ( Partido Comunista Marxista Leninista) tem a consciência da missão histórica que se coloca diante de todo povo brasileiro neste momento de intenso combate pelas forças reacionarias  ao povo e aos que ousam resistir a este sistema que vive uma profunda crise, que nos condena a fome, a miséria e a violência, sabemos que somente através do estudo e da organização conseguiremos vencer, convocamos a  todos que sentem a indignação pulsando em seu peito e a mente clamando por justiça a se juntarem a nós nesta luta que não é somente nossa, é de todos aqueles que a iniciaram e dos que a continuarão aqui e em todo mundo, para libertarmo-nos do jugo capitalista e alcançarmos em fim nossa verdadeira liberdade, nada temos a perder só a conquistar.

Viva o 5 de Julho de 1922 e os 18 do Forte!
Viva o 5 de Julho de 1924 e a Coluna Prestes!
Viva o 5 de Julho de 1935 e a Luta antiimperialista!
Viva a Revolução Comunista no Brasil! 

 PCML , Juventude 5 Julho/RJ e  Comitè de Luta Contra o Neoliberalismo/RJ

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Rene Bonfim: Paraibola e INVERTA, resistência da cultura brasileira

     Rene Bonfim, integrante da banda Paraibola e um dos responsáveis pelo projeto Roda Viva, que desenvolve um trabalho com jovens de origem popular de Ceilândia, área periférica de Brasília-DF, concedeu uma entrevista exclusiva para o INVERTA. 

segunda-feira, 25 de junho de 2012

PIZA NA FULÔ E O 5 DE JULHO DE 2012

     Piza na Fulô convida a todos a participarem no dia 5 de Julho de 2012 de ato cultural em homenagem aos que tombaram lutando por uma vida digna para todo o povo brasileiro.
  •      90 Anos do 5 de Julho de 1922
  •      88 Anos do 5 de Julho de 1924 
  •      77 Anos do 5 de Julho de 1935
..."Troam os canhões de Copacabana. Tombam os heróis companheiros de Siqueira Campos! Levantam-se, com Joaquim Távora, os soldados de São Paulo e, durante 20 dias é a cidade operária barbaramente bombardeada pelos generais a serviço de Bernardes! Depois . . . a retirada. A luta heróica nos sertões do Paraná! Os levantes do Rio Grande do Sul! A marcha da coluna pelo interior de todo o país, despertando a população dos mais ínvios sertões, para a luta contra os tiranos, que vão vendendo o Brasil ao capital estrangeiro"... (Trecho do Manifesto do 5 de Julho de 1935 - Luiz Carlos Prestes) http://www.marxists.org/portugues/prestes/1935/07/05.htm


" De Norte a Sul, De Leste a Oeste
O Povo todo Grita, Luiz Carlos Prestes!"

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Entrevista com Aluisio Pampolha Bevilaqua em Tv comunitaria em Belo Horizonte

     Lançado o Livro "A Crise do Capital em Marx e sua Implicações nos Paradigmas da Educação" em Belo Horizonte dia 13 de Junho de 2012.
      No Programa Contraponto Cultura da TV Comunitária de Belo Horizonte com Tatiana Ribeiro de Souza e José Luiz Quadros de Magalhães foi entrevistado o professor Aluisio Pampolha sobre Marx, Educação e Crise Econômica.

 

sábado, 16 de junho de 2012

Lançado no Brasil o livro “Fidel Castro: Guerrilheiro do Tempo”

O lançamento do livro Fidel Castro: Guerrilheiro do Tempo, serviu para aquecer os corações e mentes daqueles intelectuais e artistas presentes. 

A jornalista e escritora Katiuska Blanco Castiñeira, desde o início do ano de 2012, se lançou numa jornada de visitas, a convite, a diversos países da América Latina, dentre eles Bolívia, Equador, Colombia, para a apresentar e lançar o livro sobre as memorias de Fidel Castro: Guerrilheiro do Tempo, produto de conversações entre o histórico Líder Revolucionário e a jornalista e escritora Katiuska Blanco Castiñeira.
No dia 07 de junho foi a vez do Brasil. A jornalista e escritora Katiuska Blanco Castiñeira esteve, a convite por distintos renomados intelectuais brasileiros, no Espaço Tom Jobim, no bairro do Jardim Botânico, na cidade do Rio de Janeiro.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

ENTREVISTA COM A BANDA DORSAL ATLÂNTICA

Leia entrevista exclusiva que o Inverta fez com a banda Dorsal Atlântica, precursora do metal brasileiro e que esta se reunindo novamente.

A banda carioca de heavy metal Dorsal Atlântica retorna em 2012 com a formação clássica, que estava há vinte e dois anos sem tocar junta (os irmãos Carlos e Cláudio Lopes – vocal e guitarra e baixo respectivamente – e o baterista Antônio Hardcore). Esta formação ficou conhecida por gravar os discos clássicos Antes do Fim (1986), Dividir e Conquistar (1988) e Searching For The Light (1990).